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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

Qua | 16.04.14

É por isto que procuro a montanha

José Guimarães
No fim de semana passado, centenas de atletas estiveram na ilha da Madeira para completar mais uma edição do MIUT - Madeira Island Ultra Trail. Uma dessas atletas foi a Susana, que já aqui escreveu alguns relatos de corridas e agora se destaca a solo no seu blog "Antes do Pôr do Sol". A Susana participou no MIUT na distância de 85 km, mas isso não interessa. Podia muito bem ter feito metade da distância (ou metade da metade), ou mesmo ter ido aos 115 km. Ao ler o seu relato voltei à ilha da Madeira há 1 ano atrás, ainda na companhia do Miguel Pereira e voltei a fazer subidas como nunca fiz antes, a ver paisagens como nunca vi noutro lugar na Terra, a sentir os medos e angústias, mas também as alegrias e os prazeres que nos trazem a montanha. O relato que a Susana fez sobre a sua participação na edição deste ano do MIUT talvez seja - mais do que um relato de corridas - uma boa resposta à pergunta que tantas vezes me fazem e à qual eu tantas vezes ainda não sei responder: "porque é que corres?" Talvez da próxima vez lhes diga para virem aqui ler este post.
Ter | 15.04.14

O primeiro treino dos Skechers GOrun Ride 3

José Guimarães
Esta saída já estava prometida há algum tempo. E este post também. Hoje fui para a rua experimentar os sapatos que me vão acompanhar durante os próximos muitos quilómetros de treino que me esperam daqui para a frente: os Skechers GOrun Ride 3. E porquê muitos quilómetros? Porque neste modelo a Skechers dedicou particular atenção ao conforto e amortecimento, criando assim um sapato de corrida pensado para quem quer treinar mais vezes, correr mais quilómetros, sem necessariamente sacrificar o conforto dos pés. Não vos vou maçar com detalhes e pormenores técnicos sobre estes sapatos, pois a internet já está recheada deles. Mas para quem - como eu - já conhecia os Skechers GOrun 2, as diferenças mais notórias estão no elevado conforto, que se nota logo desde as primeiras passadas com os Skechers GOrun Ride 3 nos pés. A primeira sensação é de um maior amortecimento ao nível de toda a sola, principalmente na zona do calcanhar e meio do pé, o que claramente nos permite percorrer mais quilómetros com um maior conforto. Também no resto do corpo do sapato e na língua, a marca dedicou-se a aumentar o conforto, sem no entanto prejudicar o peso de cada sapato. Esta última característica tem sido impressionante nos modelos Skechers com que tenho tido contacto, pois não há um que se possa dizer que é um sapato mais pesado. São todos extremamente leves e este GOrun Ride 3 não é excepção. Claro que tanto conforto tem - para mim - um senão: não são sapatos que me permitam uma utilização mais rápida. Portanto, será uma boa opção ter um segundo par de sapatos com menor capacidade de amortecimento (e de palmilhar quilómetros), mas com uma saída mais pronunciada e que permita uma corrida mais rápida. Tempo ainda para dar uma boa nota ao desenho e tipo de atacadores utilizado, que nem por uma vez se desapertaram e proporcionam dos melhores apoios ao peito do pé que já pude experimentar. skechers_gorun_ride3Concluindo: gosto destes sapatos! No entanto, talvez o meu tipo de corrida em provas encontre um melhor parceiro com os Skechers GOrun 2 ou com outros modelos com mais resposta e - obviamente - menor conforto. Por isso, quando tiver de decidir entre estes e os novos GOrun Ride 3 para acumular quilómetros ou fazer os meus treinos longos, não vou hesitar em escolher os últimos, uma boa escolha também para quem se está a iniciar na corrida e queira um bom parceiro para os pés. A gama Skechers GOrun Ride 3 está  disponível nas lojas Skechers no Almada Fórum, Dolce Vita Tejo, C.C. Colombo, C.C. Vasco da Gama, C.C. Faro, nas lojas SportZone e outros pontos de venda multimarca autorizados, a partir de €74,95
Seg | 14.04.14

De regresso às corridas!

José Guimarães
Há uma altura na nossa vida em que temos que fazer um "reset". Como eu próprio disse uma vez num artigo que publiquei muito no início deste blog, temos simplesmente que saber quando devemos formatar o nosso "disco rígido". Na semana passada terminou a minha colaboração com a Pro Runner e voltei à minha atividade profissional por conta própria, na minha área de trabalho principal: o marketing digital e os projetos na internet. Sim, não foi à toa que me deu para um dia fazer um blog ;) No processo precisei de "levar na cabeça", assentar arraiais durante uns dias para pensar e repensar o que fazer nos próximos tempos, nos meus objetivos a curto, médio e longo prazo. Basicamente, repensar a minha vida. A analogia que faço sempre com as corridas (estabelecer objetivos e metas intermédias e trabalhar/treinar para os atingir) faz - agora mais do que nunca - todo o sentido aplicar na minha vida do dia a dia, aquela sem corridas. Ou com outro tipo de corridas, se é que me faço entender. O repensar a vida, limpar o que é tóxico e focar a minha energia no que me faz sentido é tão importante como um dia ter metido na cabeça que queria ir correr aquela maratona. Nestes exemplos - como nos outros - sabemos que só treinando lá conseguiremos chegar, que só trabalhando com dedicação e verdadeiro Amor à causa é que atingiremos esse fim. Fim que, no fundo, será só o início de uma nova etapa. Este será para já o início de uma nova fase. De trabalho, mas também de treinos. De trabalhos, portanto! E assim sendo, o "De Sedentário a Maratonista" vai evoluir, mas o José Guimarães também. Porque faz todo o sentido que assim seja. PS: e não esquecendo que aqui se fala principalmente de corridas, aproveito para dizer que a lesão no pé já me deixa correr e os treinos mais longos regressaram para ficar (espero)! E no dia 3 de Maio vem aí o Lisboa Triathlon, onde vou fazer pela primeira vez a distância Half Ironman. Quem é que vai lá estar? Apareçam!
Sab | 12.04.14

5 dicas para não falharem os treinos matinais

José Guimarães
Sábado à noite. Não apetece ir para a cama. Mas amanhã é domingo e é aquele dia em que muitos de nós ou vamos para uma prova, ou escolhemos para passar mais umas horinhas a treinar. Há que ligar o botão da disciplina e ir para a cama cedo. Ou então já nos conhecemos o suficiente para saber que mesmo que a noite só seja de 5 ou 6 horas de sono, amanhã quando partirmos para uma corrida ou para um treino longo de bicicleta, o corpo vai responder como queremos. Seja como for, temos que estar motivados para levantar cedo e ir treinar, o que nem sempre é fácil. Sabe sempre melhor ficar na cama uma ou duas horas extra. E há uma boa razão para isso: controlado pelo nosso "relógio interno", o ritmo corporal e o nível hormonal estão a combater contra os nossos objetivos. Mas isso não quer dizer que devemos obedecer-lhe. Forcem-se a ir treinar e sentirão com certeza uma sensação de dever cumprido durante todo o dia. Aqui ficam algumas dicas para o conseguirem fazer com um bocadinho menos de esforço: Respeitem o ciclo do sono Se são daqueles que todas são consumidos por um desejo enorme de carregar no botão do "snooze" no despertador, em vez de lutarem contra isso, trabalhem com isso. O nosso sono trabalha de acordo com ciclos de 1h30 durante a noite, com períodos de sono profundo e outros de sono mais leve. Se estão a configurar o alarme para uma hora arbitrária, provavelmente poderão acordar a meio de um período de sono profundo. Usem uma aplicação inteligente para smartphone (Sleep Cycle ou Sleep Bot) para acordarem à hora mais indicada. Vejam a luz! Uma das coisas mais bonitas que existem no facto de nos levantarmos cedo é podermos ver o nascer do sol. O lado menos bom é que, para isso, temos que nos levantar ainda de noite. Alguns estudos demonstraram que a exposição a uma luz forte tem uma influência profunda no nosso relógio biológico e apesar de nada se comparar ao verdadeiro nascer do sol para acordarmos, podem em alternativa usar luzes especiais desenvolvidas para imitar a luz do nascer do sol, mesmo ali ao lado na mesa de cabeceira e assim ajudar-nos a ficar mais despertos quando acordamos (lumie.com). Preparem o kit A organização é a chave para quem gosta de treinar bem cedo. Preparem o kit na noite anterior, verifiquem as condições meteorológicas (windguru.com) para não terem surpresas com o equipamento necessário e estarão prontos. Se estiver frio, podem até colocar a roupa em cima de um aquecedor durante uns minutos, para quando a vestirem ficar bem mais confortável. Tenham o plano de treino preparado antes de saírem. Um objetivo de treino é uma boa ferramenta para levantar cedo e ir treinar. Comam, bebam e sejam felizes Uma das razões por que correr de manhã pode ser tão difícil pode estar ligada à falta de energia. Aqui é a disciplina que ditará as regras. Preparem algo rápido, leve e doce para comer antes de saírem à rua: uma banana madura, uma tosta com mel ou até um gel energético devem ser suficientes. Muitos corredores matinais também gostam de beber café, para a cafeína dar aquele toque extra que falta para ficarmos com os sentidos alertas! Comecem com calma Não há volta a dar ao facto que, se estão a correr logo cedinho pela manhã, a temperatura corporal e dos músculos está mais baixa que o normal. Portanto têm que se preparar adequadamente com um aquecimento mais longo que o normal. Se não têm muito tempo, podem começar a correr desde logo, mas num ritmo mais lento nos primeiros 10/20 minutos. Se têm tempo, experimentem um aquecimento dinâmico, com braços, pernas e articulções. Fonte: TriRadar
Qua | 09.04.14

Quem vai à ilha avia-se no continente

José Guimarães
Não, este post não é patrocinado por nenhuma grande superfície (mas até podia ser). Este post é motivado por uma mensagem que um amigo me enviou há uns tempos. Ele vai participar no MIUT - Madeira Island Ultra Trail e estava preocupado com a questão da chegada a tempo e horas aos Postos de Pontrolo (PC). Isto porque quem chega depois da hora de fecho do PC já não pode continuar. Ora a prova começa já na próxima 6ª feira, dia 11 Abril e ocorreu-me deixar aqui algumas dicas simples mas importantes para quem nunca participou antes numa prova como estas.
No ano passasdo (2013) tive uma inflamação no nervo ciático uns meses antes do MIUT, pelo que fui obrigado a treinar uns tempos muito focado na força de pernas, com ginásio e elíptica, atividades sem impacto, pois já sabia que as subidas na ilha da Madeira não iam ser fáceis. E realmente não são.

Calma no início... mas não muita

Principalmente os mais inexperientes em longas (e íngremes) distâncias têm que resistir ao ímpeto de começar a correr logo depois da partida, pois a primeira subida é de loucos. Como podem ler no relato que fiz depois da prova, os atletas saem de Porto Moniz e atacam logo uma vertente muito íngreme no meio das casas da primeira povoação. Uma subida como vimos poucas na nossa vida, daquelas em que os calcanhares nem tocam no chão e só conseguimos subir com as pontas dos pés. Portanto, nada melhor do que isto para esgotar os açúcares e queimar aquelas reservas iniciais de energia. Vá, com calma aqui.

Atenção aos tempos de fecho nos PC

Depois desta subida inicial podem - e devem - aproveitar para recuperar o fôlego e então correr um bocado. E convém irem em boa forma física para correr nos troços em que dá para isso, porque no 2º PC (Estanquinhos, ao km 32, depois do 2º km vertical) o fecho de controlo é às 8h00 de prova, o que significa que se se atrasam muito, ou se ficam por aqui ou têm que "dar gás" para recuperar o tempo perdido. No ano passado o fecho era às 7h30 e chegámos com 7 horas de prova... glup!!!
Para evitar isto, como é uma prova muito longa e traiçoeira, não deixem de levar um mapa com a altimetria e os tempos de fecho dos PC's... ah, e um bom relógio com autonomia para - provavelmente - as mais de 20 horas de prova. Pelo menos eu gosto de pecar por excesso.

E o clima da ilha?

Quanto ao clima, levem um bom agasalho para o vento e para a chuva, porque a ilha da Madeira é terrível e tem um tempo muito instável (como todas as ilhas que se prezem) e tanto podem correr de tshirt, como de repente fica frio ou chove facilmente ficam encharcados e arrefecem, correndo o risco de também isto vos atrasar o ritmo.

Alimentos e suplementos

Como todas as provas grandes (com mais de uma dezena de horas de duração), a regra é simples: usem os doces no início - vão precisar deles - e preparem umas boas doses de barras, mini-sandes, frutos secos e salgados para se aguentarem durante a prova. Bebam sempre um gole de água/isotónico a cada meia hora (no máximo) e aproveitem os bons abastecimentos que a organização disponibiliza.
Concluindo, o MIUT é de facto lindíssimo e dá para usufruir das paisagens verdadeiramente encantadoras da ilha da Madeira (foram várias as vezes que me senti num cenário digno de um "Senhor dos Anéis"). Mas para garantir que fazem uma prova completa e bem regrada, prestem alguma atenção aos tempos e às médias que vão fazendo. Isto porque a maior parte das subidas são longas e com uma inclinação muito acentuada (e com muitas escadarias que atrasam o passo) e muito facilmente deixamos o tempo correr, o que pode estragar a festa a qualquer um.
Quando regressarem quero saber como correu, combinado? Eu este ano fico por cá a treinar para o meu primeiro Half Ironman - Triatlo de Lisboa. Boa sorte a todos e usufruam!
PS: Quando estiverem no alto do Pico do Areeiro, lá bem no cimo das nuvens, gritem!!!
Qua | 02.04.14

Porque somos o que comemos

José Guimarães
Cancro!... mas também outras coisas como osteoporose, doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas e sei lá que mais!!! Crê-se (e estudos comprovam esta opinião) que muitas das doenças e novas epidemias com que nos deparamos nos tempos modernos devem-se sobretudo aos maus estilos de vida e maus hábitos alimentares a que nos temos habituado nos últimos anos. Tal como sou defensor de um estilo de vida ativo (aliás, a existência deste blog trata disso mesmo), também sou defensor de novos e melhores hábitos alimentares. Sem estes, tudo o que partilho sobre treinos, provas, objetivos e as conquistas dos mesmos, não teria sido possível. Ou se sim, a tarefa de os atingir teria sido sem dúvida mais difícil. Hoje correu nas redes sociais um artigo - publicado no Portugal Mundial - sobre algo que há muito tenho vindo a falar, principalmente quando aqui menciono os meus sumos verdes e a minha orientação para uma alimentação cada vez mais vegetariana e com base em alimentos naturais, mais saudáveis e mais nutritivos. O artigo em questão alerta para o facto que a maior parte dos alimentos que se vendem nos supermercados (e - consequentemente - que nós próprios pomos à mesa para comer) não são próprios para a nossa alimentação. São produtos altamente processados pela indústria alimentar, cheios de calorias vazias e sem nutrientes fundamentais para o nosso organismo, vendidos de uma forma irresistível pelos media. Produtos que foram feitos para serem vistos e não para serem comidos. Produtos novos que não têm nada a ver com os que fizeram parte da nossa evolução natural e que, hoje, o organismo toma como substâncias estranhas e reage, inflamando-se. Produtos como um simples sumo de laranja que, quando se vai a ver, tem demasiado açúcar e a laranja, nem vê-la. Porque não nos limitamos a comer as laranjas? Hipócrates - o "Pai da Medicina" - há quase 2.500 anos recomendava: "que o teu alimento seja o teu remédio e o teu remédio seja o teu alimento".
"E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca."
Sem mais demoras, leiam o artigo e pasmem-se. E acima de tudo alimentem-se sempre com uma máxima em mente: "Se o que vão comer foi fabricado pelo Homem, não comam!"

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