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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

Qua | 26.10.16

"Só sei que nada sei!"

José Guimarães
"Só sei que nada sei" é uma famosa frase atribuída ao filósofo grego Sócrates, que significa um reconhecimento da própria ignorância da parte do autor. É a frase perfeita para descrever a experiência por que passei no teste que fiz no GFD - Gabinete de Fisioterapia e Desporto. Este teste poderá parecer semelhante a muitos outros, pois corremos numa passadeira e no final é analisada a nossa forma de correr. Mas este vem com algo mais à mistura. O problema que me levou a fazer este teste está relacionado com a segunda fasceíte plantar que contraí desde que comecei a correr. A primeira vez foi no pé esquerdo e, desta vez, no pé direito, que já dura há tempo demais, mas felizmente está em fase final de tratamento. E se tratar do problema é a prioridade, mais importante será perceber a origem deste problema recorrente. E aqui sim, foi onde encontrei a diferenciação entre este e outros testes que já pude experimentar, pois o caminho da origem ao tratamento pode ser simples e direto, ou então mais complexo do que se podia pensar. Num teste que fiz há algum tempo atrás, já tinha percebido que a minha forma de correr não era a mais correta. A excessiva "pronação" dos meus pés faz com que exista uma tendência para os joelhos fecharem um pouco a cada passada, levando a que a minha anca descaia um pouco, quer para um lado, quer para o outro. Além disto, tenho feito um esforço consciente para evitar que os calcanhares batam no chão, mas pelos vistos não tenho sido tão eficaz como julgava. Porquê? Antes de mais, o teste que fiz agora no GFD analisa não só a nossa forma de correr propriamente dita, mas também o tempo que cada pé está em contacto com o solo, o tempo que cada pé passa no ar, bem como as diferenças entre a passada com pé direito e pé esquerdo. Nesta última vertente, aqui o rapaz até está bem equilibrado. A diferença entre o tempo de contacto ao solo do pé direito para o esquerdo é de apenas 2%. Mas há alguma coisa a melhorar no tempo total de contacto com o solo, já que os meus pés passam 40% do tempo no chão em cada passada. Ora este tempo deveria idealmente ser reduzido para perto dos 20%, o que se iria traduzir num menor impacto (logo menor atrito), maior tempo de vôo e uma corrida em geral mais eficiente. Uma espécie de "voar baixinho". Neste caso, isto traduz-se é em em trabalho para casa. Adicionalmente, uma análise pormenorizada não só ao écran do computador mas diretamente à minha corrida na passadeira, a cerca de 5'/km, permitiu ver que a minha amplitude da passada também tem que ser encurtada, já que os pés ainda vão buscar a passada um pouco à frente da linha da anca (ponto de contacto com o solo) e a falta de flexibilidade na extensão da coxa faz com que o impulso seja ineficaz. O que há a fazer? Alguns exercícios diários, para melhorar a amplitude e a mobilidade da articulação coxo-femural, bem como muito trabalho de corrida consciente. Consciente do que faço e principalmente como faço. E não estranhem se me começarem a ver a correr com um metrónomo na mão a fazer "TIC TIC TIC" umas 180 vezes por minuto :) Afinal quando pensamos que já sabemos muito, alguém olha para nós e nos mostra que - afinal - ainda temos muito para aprender!
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